segunda-feira, 5 de maio de 2008

Você tem fome de que?








"Você tem fome de que?
A gente não quer só comer,
a gente quer prazer para aliviar a dor (...)
(...) Você tem fome de que?" Titãs

Cada vez mais percebemos a comida como saciador de algo, que definitivamente não é de fome.Temos necessidade de comer para aplacar sensações de desconforto, seja ela de que origem for.Saudades, solidão, cansaço, raiva, angústia, tristeza. Posso citar várias, dos inúmeros relatos que ouço diariamente de meus pacientes.

Mas fica a questão: O que faço com isso? Como identificar esses comportamentos que me agridem? Sim, pois ao comer sem ter fome, e sim por necessidade de aplacar sentimentos desagradáveis, comemos sem pensar. Nem percebemos a quantidade da comida ingerida, que na maioria das vezes são de alimentos calóricos e pobres em vitaminas.A situação é séria, pois podemos comer até não agüentarmos mais.

Empanturramos-nos de comida, até que na sensação de desconforto desapareça (inútil, pois não se resolveu nada), mas a sensação é de satisfação, mesmo que momentânea. Começam a ocorrer verdadeiras orgias alimentares, ataques noturnos a geladeira, e muitas vezes seguidos de vômitos forçados.Agora é a vez da sensação de culpa aparecer, mostrar a cara, e desmascarar o que quer tanto tapar, para assim não enxergar.

Podemos sim, reconhecer os mecanismos que disparam nosso desejo de comer compulsivamente, e passar a assumir o controle sobre o desejo, podendo descobrir outras maneiras de superar essas emoções, sem utilizar a comida como compensador.A gente tem fome sim, de afeto, carinho, beijos, colo, amizade, calor, satisfação, companhia, prazer, sim, temos necessidade de coisas ou situações que nos dá segurança, conforto, auto-estima.É importante desenvolver a percepção de nossos comportamentos. Parar para pensar no porque de certas atitudes, do porque precisamos nos sentir tão plenamente preenchidas pela comida.Que buraco é esse que não estou conseguindo tapar, olhar, cuidar, resolver...Comida é para nutrir, não para engordar.

Silvia Luciana Kotaka - Psicóloga Clínica

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Alimentação, uma relação de prazer





Podemos afirmar que comida gostosa dá prazer.
Prazer de olhar, de degustar, sentir o cheiro, a textura, enfim , é bom demais comer.

Aprendemos desde cedo a valorizar o ritual da refeição, afinal ela está presente em todas as datas comemorativas:natal, aniversários, páscoa, promoção, amigo secreto,formaturas, tudo é motivo para comemorar, e sempre com comida.

Sem falar na propaganda maciça dos fast foods, pizzarias, comida prontas, de fácil preparo.Comida também representa união, felicidade, festa, alegria, família, enfim, tem outros valores que se estabelecem nessa representação.

Mas para poder desfrutar dos prazeres da alimentação, devemos fazer com sabedoria, pois é possível comer o que se gosta sem aumentar o peso.

Quando falamos em se alimentar adequadamente, logo pensamos em restrição alimentar, pois para comer o que é saudável, perder peso e ter saúde, tem que cortar tudo! Certo? Não, errado!Podemos sim comer de tudo um pouco, de forma fracionada e equilibrada. Não precisamos deixar de lado nosso quindim, ou um chocolate quente, mas podemos distribuir essas guloseimas em na nossa rotina alimentar, de forma adequada.

É fundamental estabelecer metas sejam realistas para manter ou para perder peso:

- Definindo pequenas metas em curto prazo, para que não saia do plano do real (metas grandes e em espaço curto de tempo leva ao fracasso da dieta);


-Investindo em uma atividade física que possa ser prazeroso como: dança corrida, bicicleta, natação, academia, etc.;


-Realizar auto monitoramento;


- Marcar em um diário sua rotina alimentar, com horários, alimentos e tamanhos das porções ingeridas;


-Acompanhamento com profissional da área de nutrição, que montará um cardápio personalizado, de forma a se perder peso, mas podendo incluir também alimentos que lhe dão prazer;


-Acompanhamento com profissional da área de Psicologia, que irá ajudá-lo a desenvolver um comportamento magro, instrumentalizando-o para que adquira controle sobre sua ingesta alimentar.

Como disse Renato Russo: ”Disciplina é liberdade”, liberdade de comer, sem ganhar peso, sem carregar o peso de não poder comer também o que se gosta.

Disciplina é tudo!

domingo, 20 de abril de 2008

Comer é para vida toda





Diante desta constatação nos deparamos com uma situação conflituosa. Temos que comer, não dá para fugir, e como vou fazer? Dietas restritivas, remédios, chás, para o resto da vida?

É parece que temos que encarar essa situação de frente. Temos que comer sim, e aprender a comer de forma equilibrada e saudável.

Muitas vezes nos pegamos comendo mais do que seria necessário, mas dificilmente paramos para pensar no por que. Colocamos a culpa na comida que estava irresistível,na pressa ,enfim, só não paramos para analisar o porque comemos tanta comida desnecessariamente.

Este aspecto é de extrema importância quando pensamos em comportamento magro.

Precisamos parar e pensar: Porque comemos? Será que comemos porque tenho fome, ou porque tenho vontade de comer?

Existe uma distância muito grande entre estes dois aspectos. Fome causa um mal estar, segundo relato de alguns pacientes, parece que as paredes do estomago estão encostando uma na outra. Já a vontade de comer, prevalece uma sensação de insatisfação, parece que a comida não preenche,fica uma sensação de vazio. Quando começamos a identificar esses aspectos na nossa rotina alimentar, poderemos assumir o controle da alimentação.

Lembro de uma paciente que contou que colocou na porta de sua geladeira o seguinte:

Não sou calmante!Ela começou a perceber que na grande maioria das vezes comia porque se sentia sozinha, ansiosa, com raiva, enfim, em função de sentimentos não resolvidos. A partir do momento que pode reconhecer esse processo, começou a lidar com suas angústias de forma mais apropriada. Aí entra o comportamento magro, se preparando para lidar com essas situações.

O processo terapêutico visa instrumentalizar o cliente para que possa assumir o controle sobre sua ingesta alimentar e desenvolver um controle do seu peso.
Perceber esses processos requer desejo, antes de tudo, de tirar esse peso de suas costas.


“A gente não se liberta de um hábito atirando-o pela janela: é preciso fazê-lo descer pela escada, degrau por degrau”
Mark Twain

Luciana Kotaka - Psicóloga clínica

terça-feira, 25 de março de 2008

Posso ser Magra




Estou feliz!
Hoje é somente mais um dia para eu me Comportar Magro.
Como é isso?
Simples....vamos lá!

Posso usar as escadas ao invés de subir no elevador
Ao ir almoçar ou tomar um café, me sentar de costas para o buffet (para não ficar ME torturando querendo mais)
Pedir um capuccino sem chantily e um delicioso pão de queijo
Parar meu carro, um a duas quadras do local pretendido, para eu caminhar um pouco
Praticar o prato único (nem pensar em repetir...)
Quando tenho um desejo específico, não tentar me enganar, satifazer meu desejo com uma pequena porção.
Atividade física (sabiam que temos que ter músculos para acelerar a perda de gordura em nosso corpo?)
Saborear cada garfada que levo a boca, devagar, pousando os talheres em meu prato, conversando, olhando ao redor, apreciando o ambiente e as pessoas
Parar de se sentir coitadinha - não posso isso, que dó de mim, as outras pessoas podem e eu não posso... Não pode mesmo, não de forma exagerada, pois tem pessoas com metabolismo mais acelerado, outros menos...
OU SEJA,
Dá para ser feliz e magra,
Comendo tudo que se gosta,
De forma fracionada e regular
Respeitando o valor calórico e porções adequadas

VAMOS SER MAGRAS!!!

quinta-feira, 20 de março de 2008

Sobre Mim

Luciana Kotaka
Silvia Luciana Kotaka
Psicóloga Clínica
CRP 08/06502-1

Sou formada em Psicologia há onze anos, pela Unifil - Centro Universitário Filadélfia em Londrina, e venho atuando na área clínica nesse período.
Associada a Abeso - Associação Brasileira para os Estudos da Obesidade e Síndrome Metabólica
Especialista em Transtornos Alimentares e Obesidade, entre outras ferramentas de aperfeiçoamento que me dedico , para atender os meus pacientes com assertividade.
Sou formada em Coach pelo IBC, e Assessment.
Tenho realizado um trabalho de divulgação e orientação ao público, através de entrevistas e palestras, falando sobre sobrepeso , obesidade, transtornos alimentares, e todas implicações que envolvem esses temas.
Trabalho como Psicóloga Clínica, atendendo a pacientes e orientando familiares.
Agradeço a você que está visitando meu Blog, e espero que aproveite os textos disponíveis para leitura.
Um abraço
Luciana Kotaka