segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Ministro apresentará plano contra "epidemia de obesidade"





O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou nesta terça feira, 14, que vai entregar à presidenta eleita, Dilma Rousseff, um plano de enfrentamento do que chamou de epidemia de obesidade no Brasil. A declaração foi feita durante o lançamento da pesquisa Saúde Brasil 2009.
Temporão não informou a data da entrega, apenas ressaltou que o problema precisa ser enfrentado com seriedade e que o documento deve chegar às mãos de Dilma nos próximos dias. O ministro destacou que o país enfrenta uma transição de padrão alimentar, com alto consumo de alimentos ricos em gordura e sedentarismo, o que leva ao aumento da obesidade e do sobrepeso.

“Estamos sentados em cima de uma bomba-relógio que vai se mostrar em 20 anos”, disse. O diretor do Departamento de Análise de Situação de Saúde, Otaliba Libânio, informou que a pasta encomendou um plano focado em ações de prevenção e de promoção da atividade física e da alimentação saudável.
“É um plano bastante abrangente, com um conjunto de ações para conseguir impacto e redução. A responsabilidade das ações não vai se restringir ao Ministério da Saúde”, disse. A intervenção, segundo ele, será “de governo”, envolvendo diversas pastas como a do Esporte e a da Educação.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Espera por cirurgia de redução de estômago no SUS chega a 12 anos



Na semana passada, o Ministério da Saúde ampliou o acesso dos cidadãos à cirurgia de redução de estômago.



Na semana passada, o Ministério da Saúde ampliou o acesso dos cidadãos à cirurgia de redução de estômago. Acabou o limite de idade, e ela poderá ser feita já a partir dos 16 anos. Mas, na prática, o tempo de espera pela chamada cirurgia bariátrica no Sistema Único de Saúde pode passar de uma década.
Na vida dos muito obesos, não há números pequenos. Eles já são mais de quatro milhões no país. A espera pela cirurgia de redução de estômago pelo SUS demora de três a 12 anos.
Para a doméstica Helena Pereira Rocha, de 110 quilos, a demora chega a cinco anos. “Tentei com regime, fazer exercício físico. Não consigo emagrecer. Então para a minha saúde, acho que vai ser muito bom”, conta ela.
Em seis estados, o serviço público não faz cirurgias de redução de estômago. Esse não é o único problema. Hoje, nem mesmo o Ministério da Saúde sabe exatamente quantas pessoas estão à espera da cirurgia de redução de estômago pelo SUS. Isso porque não existe um cadastro único, como acontece com a fila para transplante de órgãos, por exemplo.
Por causa dessa incerteza, as irmãs Eva e Helena fizeram o que muita gente faz. Inscreveram-se em dois hospitais. Há seis anos, a ajudante Eva Gonçalves Pereira, de 140 quilos, espera ser chamada.
“Fico esperançosa. Penso, ‘um dia vai chegar a minha vez. Quando que vai chegar a minha vez’, e nada até agora”, diz Eva.
Como as duas se inscreveram em duas filas, para a estatística é como se fossem quatro pessoas à espera da cirurgia.
“Se nós cadastrarmos pelo CPF, vai significar bastante. Nós vamos entender melhor o problema e propor soluções. Isso nós estamos em discussão. É uma das sugestões que nós fizemos”, ressalta Almino Ramos, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica.
A cirurgia de redução do estômago é recomendada apenas para casos extremos, e entre 15% e 20% dos pacientes operados voltam a engordar. Por isso, é preciso acompanhamento depois da operação e muita força de vontade.
“Não desista, lute. Siga as recomendações que eles dão. Vale a pena. Para mim fez muito bem, e faz bem para todo mundo”, recomenda o técnico em ferramentas pneumáticas Milton Ortiz.
Milton passou pela cirurgia há pouco mais de um ano. As lembranças dos 180 quilos e da hipertensão ficaram nas fotos. Depois da cirurgia, ele mudou a alimentação, trocou o carro pela bicicleta e passou a fazer exercício todos os dias.
“Eu não chamo mais atenção pelo tamanho. Talvez pela beleza”, brinca Milton.
O Ministério da Saúde informou que, entre 2010 e 2012, houve um crescimento de 34% no número de cirurgias bariátricas, e que, para acelerar o andamento da fila, aumentou os valores pagos aos hospitais que realizam o procedimento pelo SUS. O ministério orienta que a operação seja o último recurso para a perda de peso.




quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Estudo revela que sobrepeso e obesidade podem estar relacionados ao aumento de chances de desenvolver mais de tipos de câncer



Mais de 12.000 novos casos de câncer a cada ano podem ser atribuídos ao fato do paciente estar acima do peso ou obeso, aponta o maior estudo já realizado sobre a ligação entre o índice de massa corporal e o câncer.
O sobrepeso e a obesidade estão intimamente ligados a dez cânceres mais comuns, disseram pesquisadores. Cada aumento de cinco pontos em IMC - equivalente a um aumento de peso de cerca de 17,5 kg - foi associado a um risco mais elevado em 62% de desenvolver câncer de útero, em 31% de elevação de risco de câncer da vesícula biliar e a um aumento de 25% do risco de câncer de rim.


Ter um IMC mais elevado foi também associado a maior risco global de câncer de fígado, cólon, ovário e de mama. O estudo que revelou esses dados foi realizado por especialistas da London School of Hygiene & Tropical Medicine (LSHTM) e do Instituto Farr.


Embora se saiba há algum tempo que maior peso aumenta as chances de desenvolver certos tipos de câncer, os níveis de risco nunca foram determinados com tantos detalhes antes. O estudo, que foi publicado na revista médica The Lancet hoje (14), analisou os registros GP de mais de cinco milhões de pacientes no Reino Unido.


O estudo também descobriu algumas evidências de que, para o câncer de próstata e para o câncer de mama em mulheres jovens, um IMC maior realmente reduziu o risco.


Ainda não é conhecida precisamente como a gordura pode ter impacto sobre o risco de câncer.


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Comer por prazer também é importante


Saber se dar o prazer de saborear o que se gosta traz muita satisfação


asasas
por Luciana Kotaka
Não faltam materiais disponíveis sobre alimentação saudável, dietas desintoxicantes e corpos malhados, mas fico pensando em como todo esse arsenal de informações tem realmente ajudado ou prejudicado os milhares de seguidores que buscam o bem-estar.
Percebo  certo radicalismo crescente, não somente da parte de alguns profissionais da área de saúde como também de pessoas que almejam um corpo idealizado, que se consegue na grande maioria das vezes com muito sacrifício e dor.
Abordo a questão da dor, pois vem através de esforços contínuos que vem lesionando a musculaturas e articulações, com isso sendo frequente ouvir relatos de machucaduras em função de esforço demasiado, tudo em nome do que seria ser saudável.
Quanto à alimentação também não é diferente o panorama apresentado, uma coisa é fazermos o nosso melhor que seria aprender a fazer escolhas melhores e equilibradas sempre que possível, outra é ficar na neurose de somente comer o que passa pelo crivo do “saudável”, o que vem desencadeando diversos transtornos alimentares tão exaustivamente estudados e divulgados.
Porém parece que o equilíbrio em si se perdeu no meio do caminho, porque não pode nunca tomar um refrigerante ou comer brigadeiro, e se esquecem de tantas outras situações que estamos sujeitos em nossa vida que também são maléficas, como o radicalismo, a falta de flexibilidade ou mesmo achar que somente uma forma de pensar e de se comportar estão corretas.
Se todas essas orientações estivessem cem por cento corretas não estaríamos nos deparando com a obesidade crescente, nem estaria subindo a porcentagem de cirurgias bariátricas no mundo todo.
Ter um corpo saudável não é difícil, o complicado é achar o meio termo, o equilíbrio, seja emocional, físico ou alimentar. Por que é mais fácil seguir uma dieta restritiva do que comer de forma equilibrada? Por que ao aprendermos a saborear o gosto de correr e praticar somente três vezes na semana algumas  pessoas ainda assim correm todos os dias e forçam o corpo levando à exaustão? O mesmo acontece em relação a outros exercícios que poderiam proporcionar saúde e resultados sem tanta neurose, sim porque tem pessoas que se sentem culpadas de faltarem um dia na academia, ficam tristes e muitas acabam se entupindo de comida como forma de punir-se.
Que fique bem claro que esse texto tem a intenção de levar à reflexão em relação aos excessos, pois não é interessante viver de restrições, do pode ou não pode, do que é saudável ou não o tempo todo, e pode parecer estranho, mas tem muitas pessoas que acabam de almoçar e já se desesperam pensando nas refeições seguintes e/ou como darão conta de perder peso, já que tomaram um suco de caixinha ou mesmo comeram umas bolachas.
Precisamos viver o presente, ser feliz hoje, com o corpo que temos, com as roupas que nos servem, buscando mudar na medida do possível para ter saúde e bem-estar, pois esses aspectos sim é que são os mais importantes para sermos felizes.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Emagrecimento e seus fatores psicológicos



images (15)
por Luciana Kotaka
A obesidade se dá quando a pessoa aumenta a ingestão calórica e diminui a queima da mesma. A obesidade tem causas multifatoriais sendo importante o trabalho de uma equipe multidisciplinar.
Aspectos favorecem esse processo:
- sedentarismo
- hábitos alimentares inadequados
- herança genética
- emoções em desequilíbrio
- ansiedade
- autoestima
- dificuldade em lidar com as frustrações
Os quatro pilares do emagrecimento:
- orientação alimentar
- incentivo a atividade física
- investigação médica
- redução da ansiedade (identificar os sentimentos, aprender a expressá-los, adiar satisfação, redução da tensão)
O foco de todo processo para perda de peso é o comportamento, pois o que garante o emagrecimento é a geração de um comportamento alimentar magro e não apenas uma restrição temporária. Comer é para a vida toda sendo fundamental que esse momento seja realizado de forma correta e que seja prazerosa, a fim de que comer não seja um suplício e sim um momento necessário como outras necessidades de nossas vidas.
O comportamento magro envolve uma série de mudanças de hábitos, que vão desde formas de se comportar no ambiente até novas formas de lidar com seus sentimentos.
Para ser magro deve-se pensar magro:
- Indo a um restaurante, preferir os que pode se servir pois terá várias opções de comidas saudáveis ao invés dos pratos prontos dos pratos a la carte. Olhe primeiramente para todo o Buffet, e só depois escolha o que irá comer. Dê preferência a saladas, vegetais crus, seguidos do prato que mais te chamou a atenção e coloque uma porção deste prato.
- Escolher subir alguns lances de escadas ao invés do elevador.
- Realizar pequenas caminhadas como parar o carro duas quadras antes do local que se pretende ir.
- Poder comprar um bombom, um sonho pequeno, ao invés de uma caixa ou barra de chocolate. Não estocar alimentos calóricos.
- Aprender a identificar se está sentindo fome (sensação de desconforto), ou ansiedade, angústia, impaciência. Fome ou vontade de comer tem diferença. Fome de comida ou fome de afeto, carinho, coragem.
Um exercício simples é fechar os olhos e pensar – Como é a minha fome? É doce ou azedo? Salgado ou doce? Macia, cremosa ou de consistência firme? Esse exercício ajuda você ser específico na sua fome. Desta forma pode selecionar seu desejo e comprar uma fatia do bolo que desejou. É um bolo de morango, então não adianta comprar um bolo de cenoura.
- Quando tem vontade de comer algo específico, satisfazer esse desejo de forma equilibrada e não tentar substituir por outro alimento.
- Praticar exercícios físicos de forma a cuidar de seu corpo, sua imagem corporal, elevando sua autoestima. - Levar uma lista de compras ao mercado e se restringir ao que se programou em comprar.
- Comer devagar, realizando pequenas pausas descansando os talheres no prato. Aprender a apreciar o sabor da comida e a textura. Esse processo permite com que se tenha tenho necessário para sentir–se saciado. Do contrário, quando comemos depressa não pensamos na quantidade que estamos ingerindo e só paramos quando sentimos que estamos estufados, nos sentido gordos.
O emagrecimento segue três passos:
- O que comer: (qualidade e variedade)
- Quanto comer? (quantidade)
- Quando comer? (fracionamento/ regularidade)
Aqui se faz necessário uma avaliação com um profissional da área, seja um nutrólogo ou um nutricionista. Esse profissional estará habilitado para orientar de forma adequada para se obter um resultado satisfatório.
O nutricionista vai cuidar desse processo alimentar e o psicólogo irá cuidar do processo de manutenção, focando o comportamento, resolvendo os conflitos que acabam por deflagrar em um processo compulsivo.