quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

“Omeprazol” – recurso preventivo que a longo prazo é = “demência”


OMEPRAZOL:

A segunda droga mais consumida no mundo tem sido usado por médicos e pacientes “mal utilizados, como um recurso preventivo”



O alarme foi lançado numa das cinco publicações médicas mais prestigiosas do mundo, “JAMA”, que não é a “bíblia” da medicina, mas é parte de seus livros sagrados. Pois isto nada duvida da autenticidade da publicação. A toma continuada, durante mais de dois anos, de omeprazol, o segundo medicamento mais consumido do mundo depois do paracetamol e uso mais comum para problemas gástricos, favorece a aparição de demência, danos neurológicos e também pode causar anemia. 

A notícia não surpreendeu os médicos que “desde há cinco anos, talvez mais” que vinham ouvindo falar da existência de todos estes efeitos secundários. mas torna-se dificil a sensibilização tanto dos profissionais de saúde como dos seus pacientes, a fazer ” um uso mais racional deste fármaco”, diz o presidente da Seção de Medicina de Família e Comunidade da Academia de Ciências Médicas de Bilbao, José Antonio Estévez.
O aparecimento de omeprazol, diz o especialista, foi uma autêntica revolução no tratamento de úlceras gástricas e na hérnia de hiato, que são as principais indicações. Para os primeiros, porque as lesões no estômago provocavam dor e mau estar condicionando a qualidade de vida. O maior avançosupõem-se, sem dúvida, no tratamento da hérnia hiatal, cuja principal terapia era a cirurgia que dava muitoa maus resultados.. “Eu tenho visto muitas pessoas, incluindo os jovens, morrerem na sala de cirurgia, porque é um procedimento muito invasivo”, lembra Estevez.
Os resultados obtidos com o fármaco devem ter sido “tão bons em todos esses anos” que os médicos “começaram a receitá-lo de forma abusiva  como prevenção”, não só para estas doenças como também para outras, como a acidez estomacal. e os pacientes a consumir de igual modo.organização Kaiser Permanente provedora de serviços nos Estados Unidos e referência mundial no manejo sanitário decidiu avaliar os riscos para a saúde do consumo a longo prazo deste fármaco; e os resultados do estudo foi publicado na revista da Associação Médica Americana, “JAMA”.
Os investigadores queriam comprovar se a ingestão prolongada de omeprazol provocava falta de vitamina B12 (chamada de cobalamina), que é essencial para o crescimento da pessoa e essencial para o desenvolvimento normal do sistema nervoso. 
É sabido que muitas pessoas de idade têm deficiência de vitamina B12, que se manifesta pelo aparecimento de fadiga, cansaço, diarreia ou feridas na boca, “sintomas tão comuns que podem induzir em erro o médico.”
O conselho médico
Estudos sobre esta matéria que havia eram pequenos e a organização Kaiser Permanente se porpôs ampliar esta investigação. Reuniu um grupo de 25.956 pacientes com deficiência de vitamina B12 e comparou s com outro 184.199 pessoas sem este transtorno. Todos eles foram seguidos durante quatro anos, entre 1997 e 2011 e os resultados não deixaram lugar a dúvidas.
Como se esperava, o composto inibe o ácido gástrico de absorver a vitamina B12 e a sua carência favorece o aparecimento de demências, anemia e dano neurológico. Entre 10% e 15% dos idosos têm deficiência de cobalamina. Ao comparar os dois grupos verificou-se que 65% das pessoas que tinham tomado omeprazol por dois ou mais anos apresentavam um maior risco déficit de vitamina.  A toma de  1,5 comprimidos diariamente implica um risco de 95% de apresentar carências.
Deve então deixar-se de tomar omaprazol? José Antonio Estévez diz que não, porque seria pior o remédio do que a doença. “Agora, os médicos têm que refletir sobre a forma mais benéfica e adequada de receitá-lo. Haverá necessidade de eleger bem os casos, ajustar melhor as doses, fazer intervalo entre o seu consumo e utilizá-la só quando estritamente necessário. Deve ser bem escolhido casos, melhor ajustar as doses, faça pausas em seu consumo e utilizar apenas quando tal se justifique. “Em definitivo, usá-la de forma racional, como tratamento e não como terapia preventiva”.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Ter atitudes positivas traz grandes benefícios à saúde


por Luciana Kotaka

Aposto que em seu círculo social tem um amigo que sempre topa tudo, animado e de bem com a vida, espalha ao seu redor muita positividade. Pessoas assim parecem iluminadas, sempre têm uma palavra amiga e um gesto de carinho com as pessoas ao seu redor. O que faz com que elas sejam diferentes de outras pessoas?

Pesquisas sobre física quântica comprovam que ter atitudes positivas perante às situações da vida traz grandes benefícios à saúde como um todo, isto porque ao emitirmos vibrações positivas tudo ao nosso redor fica mais equilibrado, favorecendo o bem-estar como um todo.

Como mudar a forma de pensar e se comportar?

1 – Afaste qualquer pensamento ruim que possa invadir sua mente, trocando-a por outra positiva;

2 – Se envolva em projetos sociais que beneficiam o meio ambiente, pois ações deste tipo que buscam mudanças importantes para o planeta e para às pessoas traz grande satisfação pessoal;

3 – Escolha uma entidade filantrópica para ajudar, muitas pessoas desde bebês até idosos necessitam de uma palavra de carinho. Pode ir contar histórias, tocar um instrumento musical, não importa o quê, sua presença fará grande diferença e te proporcionará uma alegria autêntica;

4 – Não se envolva em fofocas e com pessoas que vivem reclamando da vida, mesmo sem querer você acaba entrando na frequência do outro, contaminando seu dia;

5 – Um hobbie sempre traz benefícios, podendo escolher desde o artesanato, pintura, jardinagem, se dar meia hora por dia para ler um livro que gosta, ou ouvir músicas que lhe agradam;

6 – Atividade física é um bom caminho para mudança de atitudes, além de cuidar da saúde verá que pessoas que têm o hábito de se exercitarem todos os dias são mais otimistas, além de que formará um círculo novo de amizades;

7 –  A espiritualidade também é importante, ter uma crença nos fortalece e favorece com que sigamos nossa vida de maneira mais confiante.

Mudar nem sempre é fácil, porém com uma boa dose de disciplina e disposição verá que sua vida ficará mais harmoniosa e feliz.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Quando o comer saudável vira doença


Por Marle Alvarenga, Nutricionista


Publicação recente (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25016349) retoma a discussão sobre Ortorexia Nervosa e propõe critérios diagnósticos.

A ortorexia (do grego “orthos” correto e “rexis” apetite) descreve um comportamento alimentar disfuncional. O artigo “Ortorexia nervosa: reflexões sobre um novo conceito” traz um histórico e revisão sobre o quadro (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732011000200015)

Este quadro ainda não é reconhecido oficialmente como um Transtorno Alimentar, é há uma grande discussão se algum dia será. No momento, pode ser classificada como o recentemente proposto Transtorno Alimentar Evitativo Restritivo, e às vezes é considerada uma forma de Transtorno Obsessivo Compulsivo.

Há, no entanto, também uma discussão sobre a necessidade de critérios e definição, ainda mais em tempos de tendências restritivas (como sem glúten...) e de discussões/recomendações tão enviesadas e disfuncionais nos Blogs e Instagrans sobre o que é alimentação saudável.

O que é interessante pensar é que diferentemente da anorexia nervosa que foca na magreza, a tendência muitas vezes hoje – o que recai na ortorexia – é a pureza ou “limpeza” com relação à alimentação (a onda “detox” que o diga!). Curioso é lembrar que os primeiros relatos do que se considera primórdios da anorexia são de santas e beatas da igreja católica que paravam de comer para ser mais puras e santas*...

Como já discutimos outras vezes neste Blog, alimentação saudável não se restringe a nutrientes. O que é comer saudável? Levar seu Tapperware quando convidado a jantar na casa de alguém? Ter ataques de pânico no supermercado porque não sabe o que “pode” comer? Pensar em comida o dia todo e ter medo dela?

Nós não acreditamos que alimentação saudável seja aquela na qual os aspectos psicológicos e sociais são negligenciados. Defendemos que TODOS alimentos podem fazer parte de uma vida saudável.

Analise o que você considera comer saudável e reflita sobre isto dentre deste conceito.

Referências:
*Weinberg C, Cordás TA. Do altar as passarelas – da anorexia santa à anorexia nervosa. São Paulo: Annablume, 2006.

Martins MCT, Alvarenga MS, Vargas SVA, Sato KSCJ, Scagliusi FB. Ortorexia nervosa: reflexões sobre um novo conceito. Revista de Nutrição, 2011; 24:345-357.

Moroze, Ryan M., et al. "Microthinking about micronutrients: a case of transition from obsessions about healthy eating to near-fatal “orthorexia nervosa” and proposed diagnostic criteria." Psychosomatics (2014).

Cristian R, Dukeshire S, MacDonald L. "Diet and anxiety. An exploration into the Orthorexic Society." Appetite 58.1 (2012): 124-132.