segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Reforços no tratamento da obesidade




Liraglutide pode ser aprovado para o tratamento da obesidade até o final de outubro, nos EUA. Contrave foi aprovado na última quarta-feira (10)
Reforços no tratamento da Obesidade

Liraglutide pode ser aprovado para o tratamento da obesidade até o final de outubro, nos EUA. Contrave foi aprovado na última quarta-feira (10).

A droga é uma combinação de duas drogas já aprovadas para outras indicações: cloridrato de naltrexona, que é usado para combater o álcool e dependência de opiáceos, e bupropiona, que é usado no tratamento da depressão e transtorno afetivo sazonal e como uma ajuda para tratamento do tabagismo. 

O FDA disse que Contrave foi aprovado para uso em adultos obesos (IMC de 30 ou mais anos) ou adultos com sobrepeso (IMC de 27 ou mais), com pelo menos uma condição relacionada com o peso, tais como hipertensão arterial, diabetes tipo 2, ou elevado colesterol.

Obesos podem ter mais um medicamento à disposição para o tratamento da obesidade. Um painel consultivo do FDA – Food and Drug Administration, dos EUA, realizado na tarde desta quinta-feira (11), votou por 14 a um pela recomendação do Liraglutide (conhecido pelo nome comercial e Victoza, usado no tratamento do diabetes tipo 2) para o tratamento da obesidade, e concluiu que a sua administração é segura e eficaz em pacientes cronicamente obesos com pelo menos um problema de saúde relacionados com o peso. 

A FDA normalmente segue as recomendações de seus painéis consultivos. Pouco antes da votação, foi apresentado um estudo que mostrou que metade dos obesos perdeu pelo menos 5% do seu peso corporal com a administração diária 3 mg do medicamento é injetável, enquanto 22% perderam mais de 10%. A droga é proposta para uso em pacientes que também têm pelo menos uma outra condição relacionada com o peso, tais como a hipertensão, diabetes. 

O medicamento, se aprovado, deverá chegar ao mercado com o nome Saxenda. E deve competir no mercado americano o Contrave, aprovado pelo FDA para uso no tratamento da obesidade, na última quarta-feira (10). 

O FDA deve decidir pela aprovação do Saxenda até o final de outubro.

A Abeso – Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica considera positiva a aprovação de novos medicamentos para o tratamento da obesidade. “Isso demonstra que os órgãos reguladores passam a aceitar a obesidade como doença. E como qualquer doente crônico, o obeso precisa ter acesso ao tratamento completo, incluindo administração bem indicada e acompanhada de medicamentos, quando necessário”, destaca a diretora da Abeso, a endocrinologista Cintia Cercato.


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Emagrecer melhora saúde, mas afeta humor, indica estudo



Pessoas acima do peso que emagrecem têm mais probabilidade de se sentirem infelizes do que aqueles que se mantêm iguais, de acordo com um estudo.

A pesquisa observou 1,9 mil pacientes britânicos acima do peso com mais de 50 anos, aconselhados a perder peso por questões de saúde.

O estudo, publicado na revista científicaPLOS One, afirma que pessoas que perderam mais de 5% de peso ficaram mais saudáveis, porém mais propensos a sentir mau humor.

A equipe da Universidade College London (UCL) afirmou que quem estiver tentando perder peso deve procurar o apoio de amigos e profissionais de saúde, caso sinta necessidade.

Os pacientes foram observados durante quatro anos, ao longo dos quais tiveram monitorados peso, pressão sanguínea e nível de lipídios no sangue.

As 278 pessoas que emagreceram também registraram queda na pressão e no nível de lipídios.

Quer emagrecer? Então fique sabendo75 fotos

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Amplamente divulgada na época, a orientação de 2.000 calorias é considerada até hoje, mas as orientações atuais de exercícios do governo federal dos EUA, baseadas num vasto conjunto de evidências científicas recentes, enfatiza tempo, e não calorias ? e recomenda que adultos saudáveis pratiquem 150 minutos semanais de exercícios em intensidade moderada, como caminhadas leves ou ciclismo Leia mais Thinkstock
Obstáculos da dieta

Mas também tiveram uma probabilidade 50% maior de se sentir tristes, em comparação com aqueles que mantiveram o mesmo peso.

Para os cientistas, isso poderia ser explicado pelas dificuldades de se manter uma dieta, como por exemplo resistir a beliscar e evitar encontros com amigos que envolvam refeições.

"Não queremos desestimular as pessoas a tentar perder peso, porque isso traz enormes benefícios de saúde. Mas as pessoas não devem ter a expectativa de que emagrecer vai imediatamente melhorar todos os aspectos de suas vidas", afirmou a doutora Sarah Jackson, que coordenou a pesquisa.

A médica criticou a publicidade de marcas de dietas que criam "expectativas irreais" sobre emagrecimento.

Segundo Jackson, a publicidade também promete a melhora em outros aspectos da vida.

Especialistas dizem que é comum o humor melhorar depois que as pessoas atingem as suas metas de peso e passam a mantê-lo.

Por isso, eles recomendam que quem entre em dietas de emagrecimento se mantenha atento aos efeitos físicos e psicológicos disso.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Sertralina Emagrece?




Muito se tem questionado a respeito da possível indicação dos medicamentos antidepressivos sertralina e fluoxetina para combater a obesidade e nos processos de emagrecimento.
Muitas pessoas relatam o emagrecimento associado ao uso dessas substâncias, o que leva, erroneamente, muitas outros a buscarem estes medicamentos como auxiliares no tratamento da redução do peso.

Respondendo a questão proposta, a sertralina não emagrece. O cloridrato de sertralina, ou sertralina como é popularmente conhecido é um antidepressivo, e a sua indicação como remédio para emagrecer não conta com nenhuma base científica, sendo o seu uso indicado no tratamento de pacientes com depressão severa, transtorno do stress pós-traumático, transtorno associado a TPM, transtorno obsessivo compulsivo, fobia social, distimia (depressão moderada e crônica), transtorno do pânico, entre outras patologias desta ordem.
A sertralina é comercializada no Brasil com o nome de Zoloft, Assert, Sercerin, Novativ, Tolrest, Serenata, Sertralin e Dieloft tpm, e em todas essas formas, não há nenhuma indicação dos fabricantes quanto ao seu uso para o emagrecimento, e a droga possui contraindicações como náuseas, falhas na ejaculação, diarreia, boca seca, sonolência, vertigens, tremores, diminuição da libido e em alguns casos pode haver a ocorrência de tentativa de suicídio associada ao uso da sertralina.
Como se percebe, sendo um anti depressivo a sertralina atua diretamente no cérebro humano, e seu uso não está associado ao emagrecimento. A única hipótese plausível para justificar a associação da sertralina ao emagrecimento dos pacientes, é que ele inibe os transtornos compulsivos e diminui a ansiedade. Esses dois fatores podem levar o paciente a se alimentar de forma mais comedida, mais tranquila, resultando no seu emagrecimento, que no caso é apenas uma possibilidade, e nunca um objetivo do medicamento.
Para quem está querendo um medicamento para auxiliar no processo de emagrecimento e diminuir a ansiedade, existem atualmente no mercado uma grande numero de produtos, submetidos a estudos científicos e com eficácia comprovada, que podem auxiliar a obter esses efeitos.São produtos fitoterápicos, que podem, sob orientação médica, serem manipulados em farmácias naturais, associando duas ou mais substancias, que vão auxiliar a diminuir a ansiedade, inibir o apetite, reduzir a absorção de calorias e também transformar as calorias, ou seja, as gordurinhas indesejadas em energia. Através da manipulação de substancias fitoterápicas é possível associar todos esses fatores em capsulas, que não vão lhe trazer efeitos colaterais da magnitude dos remédios antidepressivos, que além de não serem indicados para o emagrecimento, também podem causar dependência.
Beleza e saúde não podem ser desassociadas.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Cirurgia bariátrica pode melhorar função cerebral após perda de peso


Cérebro pode se beneficiar da perda de peso ocasionada pela cirurgia bariátrica, aponta estudo brasileiro


Um estudo da Universidade de São Paulo tem sido destaque na imprensa internacional. Seria o primeiro estudo a acompanhar o funcionamento do cérebro em pacientes antes e depois de uma cirurgia de perda de peso. Seus resultados sugerem que o cérebro, de fato, se beneficia da cirurgia bariátrica, embora os efeitos medidos ainda sejam considerados modestos. 

Vale lembrar que estudos têm demonstrado declínio da função cerebral em pessoas obesas e uma maior associação com algum tipo de demência. Em comparação com as pessoas magras, aqueles que estão acima do peso são 26% mais propensos a desenvolver algum tipo de demência e aqueles que são obesos são 64% mais propensos desenvolver doenças desse tipo. 

No estudo brasileiro, os pesquisadores recrutaram dezessete mulheres com obesidade grave que planejavam fazer o bypass gástrico, um procedimento que reduz o estômago e desvia alimentos, passado uma boa parte do intestino delgado, a fim de reduzir a quantidade de calorias e nutrientes que o corpo pode absorver a partir de alimentos. 

O índice médio de massa corporal para as 17 mulheres foi de 50,1. Seis meses após a cirurgia, o IMC médio caiu para 37,2 - ainda alto o suficiente para ser classificado como obeso. 

Antes de se submeterem à cirurgia, as mulheres realizaram um teste de QI e seis testes adicionais para avaliar memória e função executiva (como o Stroop Color Test, o Teste de Wisconsin e da Figura Complexa de Rey Test). Eles também deram amostras de sangue e fizeram PET para que os pesquisadores pudessem medir a atividade metabólica no cérebro. Todos os testes foram repetidos seis meses após a cirurgia. 

Outro grupo de 16 mulheres serviu de grupo de controle. Suas idades e níveis educacionais eram essencialmente os mesmos que para as mulheres obesas, mas seus IMCs eram muito mais baixos (22,3, em média). As mulheres magras fizeram todos os mesmos testes que as mulheres obesas. 
Descobriu-se que as mulheres em ambos os grupos se saíram igualmente bem em testes cognitivos. Mas, em comparação com os resultados iniciais, as mulheres obesas melhoraram em um dos testes - o Trail Making Test - depois da cirurgia. 

As diferenças em imagens do cérebro foram mais pronunciadas. Antes das cirurgias, os cérebros das mulheres obesas pareciam estar trabalhando mais do que os cérebros de mulheres magras. Isso era especialmente verdadeiro em áreas do hemisfério direito que se tornam ativas quando as pessoas têm de compensar o declínio cognitivo, explicam os pesquisadores. No entanto, após as cirurgias, estas diferenças "não eram mais notadas", acrescentaram. 

"Quando estudamos mulheres obesas antes da cirurgia bariátrica, encontramos algumas áreas de seus cérebros metabolizando glicose em uma taxa maior do que as mulheres de peso normal", disse a diretora da Abeso, Cintia Cercato, que orientou o estudo pela Universidade de São Paulo. Esse aumento do metabolismo provavelmente ocorreu como forma de compensação pra manter a cognição normal. Estudos anteriores demonstram que o aumento crônico do metabolismo cerebral pode ser deletério para os neurônios, contribuindo para perda neuronal. Assim, com a reversão do metabolismo aumentado acreditamos que a perda de peso foi benéfica para o cérebro e que esta pode ser uma evidência de que perder peso pode diminuir o risco de demência associada a obesidade. 

Ser obeso aumenta o risco de doença de Alzheimer, em porcentagem semelhante ao efeito de ter uma variação genética a versão e4 do gene APOE. Embora seja impossível mudar o seu gene APOE, a boa notícia para os obesos é que eles provavelmente podem reduzir o risco de declínio cognitivo ao perder peso. "Nossos resultados sugerem que o cérebro é outro órgão que se beneficia com a perda de peso induzida pela cirurgia", disse Cercato.

O estudo foi publicado terça-feira no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism. O estudo é resultado da tese de Emerson Leonildo Marques, com orientação de Cintia Cercato; e teve a participação dos pesquisadores Alfredo Halpern, Marcio Mancini, Maria Edna de Melo, Nídia Celeste Horie, Carlos Alberto Buchpiguel, Artur Martins Novaes Coutinho, Carla Rachel Ono, Silvana Prando, Marco Aurélio Santo, Edécio Cunha-Neto, Daniel Fuentes.



Link para o estudo >>> http://press.endocrine.org/doi/abs/10.1210/jc.2014-2068

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Ministro apresentará plano contra "epidemia de obesidade"





O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou nesta terça feira, 14, que vai entregar à presidenta eleita, Dilma Rousseff, um plano de enfrentamento do que chamou de epidemia de obesidade no Brasil. A declaração foi feita durante o lançamento da pesquisa Saúde Brasil 2009.
Temporão não informou a data da entrega, apenas ressaltou que o problema precisa ser enfrentado com seriedade e que o documento deve chegar às mãos de Dilma nos próximos dias. O ministro destacou que o país enfrenta uma transição de padrão alimentar, com alto consumo de alimentos ricos em gordura e sedentarismo, o que leva ao aumento da obesidade e do sobrepeso.

“Estamos sentados em cima de uma bomba-relógio que vai se mostrar em 20 anos”, disse. O diretor do Departamento de Análise de Situação de Saúde, Otaliba Libânio, informou que a pasta encomendou um plano focado em ações de prevenção e de promoção da atividade física e da alimentação saudável.
“É um plano bastante abrangente, com um conjunto de ações para conseguir impacto e redução. A responsabilidade das ações não vai se restringir ao Ministério da Saúde”, disse. A intervenção, segundo ele, será “de governo”, envolvendo diversas pastas como a do Esporte e a da Educação.