segunda-feira, 22 de junho de 2015

O voluntário anônimo





por André Oliveira

Assistimos todos os dias um índice crescente de aspectos sociais negativos, com sequelas e soluções de continuidade imensuráveis na saúde, educação e segurança pública.

Assistimos também o comodismo de muita gente que, acreditando ser invulnerável a todo e qualquer sinistro, esquivam-se de compartilhar, estão sempre com pressa, ignoram colaboração coletiva e omitem-se no próprio egoísmo. Lamentavelmente essas pessoas inertes ainda comungam aquela máxima de que: _pago meus impostos e exijo meus direitos_. Está na hora de rever seus conceitos.

Está na hora de ver o que se passa na sua rua e no seu bairro. Há muita atividade que poderia melhorar o convívio e a vida das pessoas se cada uma delas absorvesse o espírito do voluntariado. De uma simples ajuda a grandes mutirões se consegue resultados espetaculares e os beneficiados são para todos, sejam crianças, jovens e adultos.

Quem ainda comunga que o governo é culpado daquilo ou disso está vendo a vida passar e não se coaduna com a cidadania plena entre seres humanos. Há pessoas que são capazes de destinar horas passeando com cães, mas não se oferecem para levar os idosos num dia de sol na pracinha mais perto de casa.

Solidarizam-se com semelhantes somente na época do natal e acreditam que estão aumentando seus créditos com Deus para após a morte entrarem no céu. Ora, está na hora de se trabalhar o hoje. Viver e atuar com espírito de grupo, compartilhando e ajudando no que for possível.

Bem perto da sua casa há um posto de saúde, um hospital, uma escola, uma creche. Por que não ajudar com uma hora por dia como voluntário. Há tantas maneiras de colaborar que você vai se surpreender quando conhecer o interior dessas repartições.

No Instituto dos Cegos de Londrina, estado do Paraná, por exemplo, os voluntários anônimos, gravam fitas de livros inteiros, poesias, contos, crônicas, para que todos os deficientes visuais possam ter a _leitura auditiva_. Um trabalho emocionante porque proporciona uma viagem pelo universo da imaginação.

Nos hospitais que tratam do câncer em vários pontos do país, o expediente administrativo pode ser auxiliado com o mínimo de domínio do computador, para ajudar no preenchimento dos formulários, por exemplo. Ou ainda auxiliar na cozinha, recolher donativos, levar uma palavra aos doentes ou simplesmente visitar as pessoas que estão internadas.

Nas creches, que tal servir a merenda para as crianças uma vez por dia? Compartilhar do momento do recreio e voltar no tempo, para que a dormência lúdica que existe em cada um de nós floresça novamente e produza em nosso metabolismo as boas endorfinas da alegria e felicidade.

Pessoas aposentadas e felizes, em muitas partes do país, se solidarizam com escolas de periferia e lá ensinam crianças a jogar xadrez, dama, dominó e a montar os deliciosos quebra-cabeças. São essas atividades que fazem as crianças e os jovens terem a boa disputa esportiva e conhecer a verdadeira relação de vitória e derrota. Molda-se o caráter através da prática do raciocínio. Não há agressões de impactos.

Ações voluntárias fazem muita diferença porque estreitam laços, resgatam convívios de amizade, eliminam a vaidade humana e aproximam as pessoas no entendimento de que o bom mesmo na vida é ser e não ter.

Aos que desejarem orientações para encontrar uma vaga de serviço voluntário ou outras informações sobre o tema, podem procurar o Planeta Voluntários é um site não governamental, apartidário e ecumênico, criada em maio de 2009, com a visão de desenvolver a cultura do trabalho voluntário organizado, que leva o serviço voluntariado a auxiliar milhões de brasileiros e entidades que necessitam de todo tipo de ajuda.
O site conta com uma Rede Social que cruza as informações dos voluntários com as instituições cadastradas, sendo um elo entre elas.

André Oliveira 
Diretor da CredFácil - Colaborador do Planeta Voluntários 
http://www.planetavoluntarios.com.br

segunda-feira, 25 de maio de 2015

O corpo é meu, me deixe ser feliz


Estar acima do peso não é motivo para não ser amada

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Às vezes recebo em meu consultório pessoas que estão felizes com seus corpos cheinhos, mas vivem o drama de não serem aceitas por seus familiares e parceiros. Essa é uma questão muito séria, pois cada um tem o direito de manter-se do jeito que se sente bem.
A imagem corporal é uma representação mental que temos do nosso corpo, o conceito que cada indivíduo tem de suas partes. Porém, estamos expostos e vulneráveis á cultura do corpo belo, magro, que vem representada pela nossa interação com o ambiente, nos forçando a uma avaliação constante de como estamos, das nossas formas. A demanda social nos pressiona a ir em busca deste corpo dito perfeito, criando um desejo, uma busca desenfreada e surreal do corpo ideal.
O que mais me preocupa é a forma com que essa pressão acontece, parceiros insatisfeitos com o corpo que a mulher apresenta começam uma verdadeira tortura psicológica para que esta perca peso, pedindo que se pesem todos os dias pela manhã, controlando a ingestão de calorias e chegando a ameaçar o término do casamento, caso isso não ocorra.
Aí chegamos a um impasse muito sério, até que ponto se confunde amor e aparência? Ou melhor, até que ponto mulheres se sujeitam a serem avaliadas somente por seus corpos e não pela mulher que são suas características como pessoa, profissional, mãe? Como se autovalidar nesses casos?
Qualquer mulher acima do peso pode viver feliz em um relacionamento desde que escolha o parceiro correto, isto é, alguém que não valorize mais seu corpo a quaisquer outros aspectos de sua personalidade. Porém, não se assuste, parece que aqui entramos em um caminho de difícil escolha, mas na verdade não é somente em relação ao peso que precisamos escolher o parceiro certo, e sim para as diversas áreas que constituem um relacionamento, pois um homem que saiba amar de verdade e respeite as pessoas como elas são, irá com certeza olhar para a esposa através das características que esta apresenta, o contrário também é verdadeiro, das mulheres para com seus parceiros.
A autoestima acaba definindo muito o rumo das situações de nossas vidas, a partir do momento em que sabemos nosso valor e nos colocamos acima de qualquer situação que demonstre falta de respeito, seguiremos adiante em busca de relações melhores.
O corpo é seu, se ame e se respeite acima de tudo, pois independente de qualquer outro fator, o respeito começa com os limites que você impõe a tudo que diz respeito a si mesma.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Emagrecendo com prazer


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por Luciana Kotaka
Até parece que é uma brincadeira de mau gosto da minha parte, porém a proposta é real, por que não emagrecer com prazer?
Os termos dietas e regimes já estão ultrapassados há anos, porém existem muitas pessoas que insistem em continuar utilizando esses caminhos, pior, ainda correm atrás de novidades em revistas, dietas das celebridades, shakes, como se em algum momento pudessem encontrar o caminho mágico para emagrecerem e serem felizes.
Será que esse caminho existe mesmo ou é mais fácil não se responsabilizar pelas mudanças que são importantes realizar por si mesmas?
Sou mulher e entendo perfeitamente como é difícil lidar com a idade, com os hormônios e a TPM, não é bolinho não, temos que ser muito fortes para dar conta de cuidar do peso entre tantas variáveis a que estamos sujeitas, porém dietas seriam mais uma punição e claro que não conseguimos seguir por muito tempo, concordam?
Emagrecer é possível sim, com prazer em bem-estar, acreditem!
Alimentação faz parte da vida, precisamos nos nutrir da melhor forma possível para termos saúde, porém existem muitas ofertas de alimentos, a gastronomia vem se aprimorando a cada dia mais, não sendo justo nunca podermos nos deliciar com um bom prato de comida ou até uma saborosa sobremesa.
Então lhes convido a pensar de forma diferente, mudando hábitos aos poucos e aprendendo a temperar a comida com ervas, com amor e dedicação, só assim aprenderá que existem novos sabores, que além de saudáveis alimentam a alma sem engordar.
Para perder peso não precisa restringir tudo, ao contrário do que as dietas pregam, é possível sim diminuir os quilos que te incomodam diminuindo quantidades, mudando a qualidade dos alimentos ingeridos e se permitindo a pequenos prazeres.
Não é preciso pressa, aliás, sabemos que perder de forma gradual e devagar faz com que o corpo se adapte, sendo mais efetiva a manutenção do peso. Se ainda duvida do que estou dizendo, pare e pense há quantos anos vem brigando com a balança, enumere quantas dietas e/ou medicações, chás, já utilizou e não funcionaram?
Se dê uma chance de fazer corretamente, depois me conte se funcionou.